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quarta-feira, 16 de fevereiro de 2022

VIVER OS SONHOS ©

A dona da verdade e do divino acalma e disfarça o pranto para receber o milagre do coração que está acostumado a merecer todas as coisas.

Encontrei com o destino maltratado e feliz, o pensamento distrai o olhar da maldade rumo ao nada, a calma foi indo devagar, sumo e não apareço, aposento a mudança em mim.

Vivo falando com a TV e driblando a solidão,
Imagino as mensagem das flores livres, combinando o efeito do cheiro efêmero, vai calma e cuida da fé. 

Você a o calor da boca, gosta de carinhos secretos, você chega evitando a última Ilusão da realidade, é bom de mais querer alguém, vou roubar você para mim.

Vou esquecer os segredos sozinho, ganhar a vida e depois ficar ativo, chorar, lutar, cantar, namorar. preencher a solidao fulgaz. 

Quero desconfiar do segredo e buscar um atalho para paz. conheço planos de fé, escolho o antes agora, demorou, aconteceu, acabou, sou vendedor de sonhos, acordado no silêncio da noite.

Ulisses Pavinič

terça-feira, 8 de fevereiro de 2022

VOCÊ E EU ©

Beleza, encanto, magia, e luz! Tudo isso no sorriso de menina e um corpo de mulher. 
Você representa uma fada que com sua varinha mágica busca na realização do desejo singular de cada pessoa, a solução mais adequada. 
Você é daquelas pessoas que abrilhanta e ilumina o dia, tornando-o mais colorido simplesmente por estar presente nele. 
Você é inspiração, aponta o caminho, toma nos braços quando é preciso, sempre presente na vida, uma excelente pessoa, humana e justa. 
Você é uma misto de brandura e destemor, a doçura para uma vida feliz, e o sal que é a vida na terra. 
Você é como a primavera, sempre colorida e perfumada,  feliz e extrovertida, em qualquer época, em todo lugar.
Ulisses Pavinič 

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2022

EU E VOCÊ ©

A ilusão cegou a razão, a emoção tomou conta do ser, essa incerteza está me angustiado, viver assim esperando eternamente, algo que nunca foi e nunca será meu. 

Não é isso que eu quero, mas tenho que tomar uma decisão, preciso esquecer você e seguir em frente minha jornada. 

Agora vou em busca de outro caminho, sei que a vida é movimento, e só a mudança permanece incólume, vou em busca de paz, de alegria, na certeza de encontrar outro amor.

Amar alguém também significa desistir da pessoa, o que mata o amor não é o abandono, é a indiferença, na vida, você mata os sonhos que finge não ver, renúncias fazem parte do amor, assim como o amor faz parte de vida. 

Hoje não tenho mais certeza se algum dia fomos amigos, nem sei se será possível algum dia, só sei que desejei mais que isso para nós. 

Apesar de claro e confuso sei que não perdi nem ganhei. Vivi, senti, sonhei, realizei, mas não me arrependo de nada que fiz, mas só que deixei de fazer. 

Ulisses Pavinič

TRANSFORMA AÇÃO ©

As coisas, os fatos, as emoções, os sentimentos não são problema em si, o problema é a maneira como lidarmos com nossas emoções e sentimentos, é o que pensamos e fazemos das coisas, é como agimos diante de uma determinada situação. 

Coisas nascem prontas e vão se gastando, pessoas nascem não prontas e vão se fazendo, o que envelhece, são as coisas, as pessoas vão se renovando, vão sendo uma versão renovada delas mesma a cada dia, coisas antigas viram peças de museu, coisas velhas são descartadas, recicladas ou transformadas. 

Pessoas antigas são idosas, pessoas velhas são aquelas que pensam saber tudo e não está receptiva ao contraditório nem ao novo. 

Quando algo acaba, deixe ir. pois isso é apenas a natureza se recompondo para dar lugar ao novo. Não haveria começo se não fosse o fim. 

A evolução não está no conhecimento, mas sim, na pureza da intenção e do amor por tudo e todos. 


Ulisses Pavinič 

Recorte de texto (DEPOIMENTOS) ©

Às vezes tento pensar na imensidão do infinito, na infinitude da imensidão e me dou conta que um ser finito não pode, de maneira alguma, alcançar, mesmo que em pensamento, a imensidão do tempo e do espaço. Volto para dentro de mim, e igualmente penso no infinito universo de partículas subatômicas que compõem meu corpo, nesses momentos me acomete uma angustia, uma melancolia, um vazio, por não poder alcançar, mesmo em pensamento, nenhum dos dois infinitos. Espero um dia chegar perto dessa compreensão. 

Ao me conectar com a espiritualidade, mudei a compreensão que tinha sobre Deus até aquele momento, daí em diante, novas revelações ajudaram a moldar meu ser essência e meu ser existência. Hoje tenho uma concepção muito diferente da de outrora. 

Ulisses Pavinič 

PAZ EM MOVIMENTO ©

Penso que paz seja objetiva, mas tambem, subjetiva. 

Acredito que ela atua no campo da consciência e se apresenta através de um sentimento e/ou um estado, podendo ter razões influenciadas por fenômenos ou fatos externos ou internos, causadas por um pensamento ou uma lembrança, ela pode também surgir de uma conquista, fruto do desejo e muita disciplina, ou ainda, através de uma ação, da realização de um sonho ou de um trabalho concluído. 

A cultura da paz é um conjunto de diretrizes e ações com o propósito de estabelecer uma nova maneira de pensar e agir, novos conceitos culturais ou resignificar paradigmas existentes, mudando e criando um novo ambiente mais propício para viver, conviver, coexistir com a humanidade e a natureza, realizando ações práticas que promovam uma nova cultura a fim de humanizar o que convencionalmente chamamos de "ser humano", adaptando-se a mudança de padrão energético que estamos enfrentando atualmente. 

A arte, assim como a religião, têm importante papel para o desenvolvimento da cultura da paz. 

No processo evolutivo em que nos encontramos, estamos sujeitos a escolhas que podem ser na direção dos ensinamentos de Jesus, ou o contrário, portanto, passíveis de serem ações que reforcem a cultura da paz entre as pessoas, ou não. O ensinamento espírita orienta a ação humana para a caridade e o amor ao próximo, esses fatores são potencializadores no caminho em direção a paz. 

Apesar de já ter experimentado o estado de paz, não saberia conceitua-la, somente descrever a experiência vivida. 

Um conflito pode ser a oportunidade desencadeadora do estado de paz. Não teríamos a medida da paz se não houvesse o seu oposto. 

Ulisses Pavinič

QUEM SOMOS ©

Nós somos uma sociedade étnica, cognitiva, política, social e econômica de terceiro mundo, uma pobreza. 

São insuficientes as ferramentas que temos hoje, civilizacional, políticas, éticas, sociais e econômicas. 

Vivemos numa discrepância temporal linguística, histórica, jurídica. 

Precisamos romper com essa temporalidade e construir uma utopia sensível, racional e afetiva. 

Ulisses Pavinič

PURA REALIDADE ©

Os dias passam 

Nada muda, tudo permanece 

Penso que as coisas vão se encaixar 

Mas é pura ilusão 

Sinto que tudo está perdido 

Continuo na inércia. 

Não sei o que fazer 

Estou perdido nessa confusão 

Pensamentos dispersos 

Atitudes desconexas 

Vontade de esquecer 

Falta-me forças. 

Tenho que tomar uma decisão 

Posso colocar tudo a perder 

Ou então, sair dessa desilusão 

As coisas nem sempre são como devem 

Vou em busca de algo 

Uma hora tudo se encaixa. 

Estou decidido a mudar 

Mudar de vida 

Mudar de realidade 

Mudar de desejo 

Mudar de pensamento 

E permanecer na mudança. 

Não mereço nada que não possa ter 

Posso tudo que quero 

Daí, tomo uma atitude 

Uma oportunidade única 

Que me faça feliz 

Como eu sempre quis ser. 

Eu não espero nada mais 

Você não pode me dar o que deseja 

Vou em busca da felicidade 

Tenho infinitas possibilidades 

Ficarei em paz 

Serei feliz novamente... 

Ulisses Pavinič 

QUALIDADE E FATORES ©

caráter, crença, desejo, dogmas, dúvida, educação, egoísmo, ética, medo, moral, orgulho, valores.

Este sistema interconectado, trabalha para moldar o personagem que há em sí, ele é balizador vital no controle da subjetividade e da objetividade do ser.

Este conjunto de características, sentimentos, aspectos... 'aliadas a fatores externos intervenientes,' são constitutivas, do que convencionamos chamar de humano.

Ulisses Pavinič

domingo, 7 de fevereiro de 2021

Ré Visões ©

Com nossos sentidos, e auxílio da Imaginação, vemos de fora para dentro, criando uma imagem refletida do mundo exterior, dentre as infinitas possibilidades que se apresenta. 
Ao ouvimos a voz interior, ela nos permite entrar em sintonia com a energia criadora mais pura, a intuição nos permite conduzir ao conhecimento da verdade, do ser, da essência, da existência.
Para interagir com o mundo interior precisamos abstrair de todo exterior: (entretenimento, distrações, ruído, informações, dados...), e interior: (crenças, valores, sentimentos, desejos, esperança...), precisamos esvaziar o ego para conhecê-lo no âmago verdadeiramente, conhecer o mar interior e enxergar o mundo real de dentro para fora.

Ulisses Pavinič 

sábado, 30 de janeiro de 2021

A FERA E A LUZ ©

Sou a caça e o caçador. Por ser caça e ao mesmo tempo o caçador, tenho que parar a caça a fim de que o caçador ajuste a mira, para conter a fera que há em mim.

O pensamento dos outros sobre mim, é apenas um pensamento, o julgamento que pessoas fazem de mim, é apenas um julgamento, o desejo que alguém sente por mim, é apenas um desejo. Não posso mais viver sem mim, fui o que fui, sou o que sou, porém hoje, não sou o que fui, e amanhã, não serei o que sou. Por vezes, nem mesmo sei quem sou verdadeiramente.

Preciso parar e dar o primeiro passo na direção do alto encontro, não posso mais me esconder nas sombras emaranhadas da escuridão, devo refletir verdadeiramente o que sou, e o que preciso mudar, me confrontar no espelho com sinceridade e franqueza, deixar cair o véu da ilusão, encarando o verdadeiro eu, olhar a fera nos olhos, desnudar o ser essência que existe em mim, e dar o segundo passo para seguir em frente. Daí então, o verdadeiro ser de luz que existe em mim, será revelado plenamente.

Ulisses Pavinič 

terça-feira, 5 de janeiro de 2021

PAZ EM MOVIMENTO ©

Penso que paz seja objetiva, mas também, subjetiva.
Acredito que ela atua no campo da consciência e se apresenta através de um sentimento e/ou um estado, podendo ter razões influenciadas por fenômenos ou fatos externos ou internos, causadas por um pensamento ou uma lembrança, ela pode também surgir de uma conquista, fruto do desejo e muita disciplina, ou ainda, através de uma ação, da realização de um sonho ou de um trabalho concluído, com consequências na vida prática. 
A cultura da paz é um conjunto de diretrizes e ações com o propósito de estabelecer uma nova maneira de pensar e agir, novos conceitos culturais ou resignificar paradigmas existentes, mudando e criando um novo ambiente mais propício para viver, conviver, coexistir com a humanidade e a natureza, realizando ações práticas que promovam uma nova cultura a fim de humanizar o que convencionalmente chamamos de "ser humano", adaptando-se a mudança de padrão energético que estamos enfrentando atualmente.
A arte, assim como a religião, têm importante papel para o desenvolvimento da cultura da paz. 
No processo evolutivo em que nos encontramos, estamos sujeitos a escolhas que podem ser na direção dos ensinamentos de Jesus, ou o contrário, portanto, passíveis de serem ações que reforcem a cultura da paz entre as pessoas, ou não. O ensinamento espírita orienta a ação humana para a caridade e o amor ao próximo, esses fatores são potencializadores no caminho em direção a paz.
Apesar de já ter experimentado o estado de paz, não saberia conceitua-la, somente descrever a experiência vivida.
Um conflito pode ser a oportunidade desencadeadora do estado de paz. Não teríamos a medida da paz se não houvesse o seu oposto.

Ulisses Pavinič 

terça-feira, 18 de fevereiro de 2020

O NADA É TUDO ©

O tudo só existe por causa do nada.
Tudo que existe tem o seu oposto correspondente, caso contrário não existiria. Isso vale para o micro e o macro, o imanente e o transcendente, o físico e o metafísico. Portanto, o universo tem seu oposto, que é o nada, da mesma maneira como existem os universos paralelos, com seus devidos opostos, ou seja, o nada.
Os opostos se atraem e têm a mesma energia, o que varia entre eles é o grau.
Então, quando mais nada existir, eis que surge tudo como se nada tivesse acabado. Tudo sempre começa quando o nada acaba. 
Do nada surge o tudo, e o tudo volta para o nada, que continua nesse movimento incessante, nessa circularidade que faz com que a existência passa fruir.
Daí, o tudo e o nada são a mesma coisa, permanecerão unidos infinitamente em uma única energia vital.
Tudo muda, só uma coisa permanece: A mudança. A vida é uma série de repetições inéditas de momentos únicos.
Ulisses Pavinič 

quinta-feira, 30 de janeiro de 2020

Filosofia de Aristóteles ©

Filosofia de Aristóteles
Partindo como Platão do mesmo problema acerca do valor objetivo dos conceitos, mas abandonando a solução do mestre, Aristóteles constrói um sistema inteiramente original. Os caracteres desta grande síntese são:
1. Observação fiel da natureza - Platão, idealista, rejeitara a experiência como fonte de conhecimento certo. Aristóteles, mais positivo, toma sempre o fato como ponto de partida de suas teorias, buscando na realidade um apoio sólido às suas mais elevadas especulações metafísicas.
2. Rigor no método - Depois de estudas as leis do pensamento, o processo dedutivo e indutivo aplica-os, com rara habilidade, em todas as suas obras, substituindo à linguagem imaginosa e figurada de Platão, em estilo lapidar e conciso e criando uma terminologia filosófica de precisão admirável. Pode considerar-se como o autor da metodologia e tecnologia científicas. Geralmente, no estudo de uma questão, Aristóteles procede por partes:
a) começa a definir-lhe o objeto;
b) passa a enumerar-lhes as soluções históricas;
c) propõe depois as dúvidas;
d) indica, em seguida, a própria solução;
e) refuta, por último, as sentenças contrárias.
3. Unidade do conjunto - Sua vasta obra filosófica constitui um verdadeiro sistema, uma verdadeira síntese. Todas as partes compõem-se, correspondem-se, confirmam-se.
O Pensamento: A Gnosiologia
Segundo Aristóteles, a filosofia é essencialmente teorética: deve decifrar o enigma do universo, em face do qual a atitude inicial do espírito é o assombro do mistério. O seu problema fundamental é o problema do ser, não o problema da vida. O objeto próprio da filosofia, em que está a solução do seu problema, são as essências imutáveis e a razão última das coisas, isto é, o universal e o necessário, as formas e suas relações. Entretanto, as formas são imanentes na experiência, nos indivíduos, de que constituem a essência. A filosofia aristotélica é, portanto, conceptual como a de Platão, mas parte da experiência; é dedutiva, mas o ponto de partida da dedução é tirado - mediante o intelecto da experiência. A filosofia, pois, segundo Aristóteles, dividir-se-ia em teorética, prática e poética, abrangendo, destarte, todo o saber humano, racional. A teorética, por sua vez, divide-se em física, matemática e filosofia primeira (metafísica e teologia); a filosofia prática divide-se em ética e política; a poética em estética e técnica. Aristóteles é o criador da lógica, como ciência especial, sobre a base socrático-platônica; é denominada por ele analítica e representa a metodologia científica. Aristóteles trata os problemas lógicos e gnosiológicos no conjunto daqueles escritos que tomaram mais tarde o nome de Órganon.
A Teologia
Objeto próprio da teologia é o primeiro motor imóvel, ato puro, o pensamento do pensamento, isto é, Deus, a quem Aristóteles chega através de uma sólida demonstração, baseada sobre a imediata experiência, indiscutível, realidade do vir-a-ser, da passagem da potência ao ato. Este vir-a-ser, passagem da potência ao ato, requer finalmente um não-vir-a-ser, motor imóvel, um motor já em ato, um ato puro enfim, pois, de outra forma teria que ser movido por sua vez. A necessidade deste primeiro motor imóvel não é absolutamente excluída pela eternidade do vir-a-ser, do movimento, do mundo. Com efeito, mesmo admitindo que o mundo seja eterno, isto é, que não tem princípio e fim no tempo, enquanto é vir-a-ser, passagem da potência ao ato, fica eternamente inexplicável, contraditório, sem um primeiro motor imóvel, origem extra-temporal, causa absoluta, razão metafísica de todo devir. Deus, o real puro, é aquilo que move sem ser movido; a matéria, o possível puro, é aquilo que é movido, sem se mover a si mesmo.
Da análise do conceito de Deus, concebido como primeiro motor imóvel, conquistado através do precedente raciocínio, Aristóteles, pode deduzir logicamente a natureza essencial de Deus, concebido, antes de tudo, como ato puro, e, consequentemente, como pensamento de si mesmo. Deus é unicamente pensamento, atividade teorética, no dizer de Aristóteles, enquanto qualquer outra atividade teria fim extrínseco, incompatível com o ser perfeito, auto-suficiente. Se o agir, o querer tem objeto diverso do sujeito agente e "querente", Deus não pode agir e querer, mas unicamente conhecer e pensar, conhecer a si próprio e pensar em si mesmo. Deus é, portanto, pensamento de pensamento, pensamento de si, que é pensamento puro. E nesta autocontemplação imutável e ativa, está a beatitude divina.
Se Deus é mera atividade teorética, tendo como objeto unicamente a própria perfeição, não conhece o mundo imperfeito, e menos ainda opera sobre ele. Deus não atua sobre o mundo, voltando-se para ele, com o pensamento e a vontade; mas unicamente como o fim último, atraente, isto é, como causa final, e, por conseqüência, e só assim, como causa eficiente e formal (exemplar). De Deus depende a ordem, a vida, a racionalidade do mundo; porém, ele não é criador, nem providência do mundo. Em Aristóteles o pensamento grego conquista logicamente a transcendência de Deus; mas, no mesmo tempo, permanece o dualismo, que vem anular aquele mesmo Absoluto a que logicamente chegara, para dar uma explicação filosófica da relatividade do mundo pondo ao seu lado esta realidade independente dele.
A Cosmologia
Uma questão geral da física aristotélica, como filosofia da natureza, é a análise dos vários tipos de movimento, mudança, que já sabemos ser passagem da potência ao ato, realização de uma possibilidade. Aristóteles distingue quatro espécies de movimentos:
1. Movimento substancial - mudança de forma, nascimento e morte;
2. Movimento qualitativo - mudança de propriedade;
3. Movimento quantitativo - acrescimento e diminuição;
4. Movimento espacial - mudança de lugar, condicionando todas as demais espécies de mudança.
Outra especial e importantíssima questão da física aristotélica é a concernente ao espaço e ao tempo, em torno dos quais fez ele investigações profundas. O espaço é definido como sendo o limite do corpo, isto é, o limite imóvel do corpo "circundante" com respeito ao corpo circundado. O tempo é definido como sendo o número - isto é, a medida - do movimento segundo a razão, o aspecto, do "antes" e do "depois". Admitidas as precedentes concepções de espaço e de tempo - como sendo relações de substâncias, de fenômenos - é evidente que fora do mundo não há espaço nem tempo: espaço e tempo vazios são impensáveis.
Uma terceira questão fundamental da filosofia natural de Aristóteles é a concernente ao teleologismo - finalismo - por ele propugnado com base na finalidade, que ele descortina em a natureza.  "A natureza faz, enquanto possível, sempre o que é mais belo". Fim de todo devir é o desenvolvimento da potência ao ato, a realização da forma na matéria.
Quanto às ciências químicas, físicas e especialmente astronômicas, as doutrinas aristotélicas têm apenas um valor histórico, e são logicamente separáveis da sua filosofia, que tem um valor teorético. Especialmente célebre é a sua doutrina astronômica geocêntrica, que prestará a estrutura física à Divina Comédia de Dante Alighieri.
Religião
Com Aristóteles afirma-se o teísmo do ato puro. No entanto, este Deus, pelo seu efetivo isolamento do mundo, que ele não conhece, não cria, não governa, não está em condições de se tornar objeto de religião, mais do que as transcendentes idéias platônicas. Também Aristóteles, como Platão, se exclui filosoficamente o antropomorfismo, não exclui uma espécie de politeísmo, e admite, ao lado do Ato Puro e a ele subordinado, os deuses astrais, isto é, admite que os corpos celestes sejam animados por espíritos racionais. Entretanto, esses seres divinos não parecem e não podem ter função religiosa e sem física.
Não obstante esta concepção filosófica da divindade, Aristóteles admite a religião positiva do povo, até sem correção alguma. Explica e justifica a religião positiva, tradicional, mítica, como obra política para moralizar o povo, e como fruto da tendência humana para as representações antropomórficas; e não diz que ela teria um fundamento racional na verdade filosófica da existência da divindade, a que o homem se teria facilmente elevado através do espetáculo da ordem celeste. 
A Psicologia
Objeto geral da psicologia aristotélica é o mundo animado, isto é, vivente, que tem por princípio a alma e se distingue essencialmente do mundo inorgânico, pois, o ser vivo diversamente do ser inorgânico possui internamente o princípio da sua atividade, que é precisamente a alma, forma do corpo. A característica essencial e diferencial da vida e da planta, que tem por princípio a alma vegetativa, é a nutrição e a reprodução. A característica da vida animal, que tem por princípio a alma sensitiva, é precisamente a sensibilidade e a locomoção. Enfim, a característica da vida do homem, que tem por princípio a alma racional, é o pensamento. Todas estas três almas são objeto da psicologia aristotélica.
A Política
A política aristotélica é essencialmente unida à moral, porque o fim último do estado é a virtude, isto é, a formação moral dos cidadãos e o conjunto dos meios necessários para isso. O estado é um organismo moral, condição e complemento da atividade moral individual, e fundamento primeiro da suprema atividade contemplativa. A política, contudo, é distinta da moral, porquanto esta tem como objetivo o indivíduo, aquela a coletividade. A ética é a doutrina moral individual, a política é a doutrina moral social. Desta ciência trata Aristóteles precisamente na Política.
O estado, então, é superior ao indivíduo, porquanto a coletividade é superior ao indivíduo, o bem comum superior ao bem particular. Unicamente no estado efetua-se a satisfação de todas as necessidades, pois o homem, sendo naturalmente animal social, político, não pode realizar a sua perfeição sem a sociedade do estado.
Juízo sobre Aristóteles
É difícil aquilatar em sua justa medida o valor de Aristóteles. A influência intelectual por ele até hoje exercida sobre o pensamento humano e à qual se não pode comparar a de nenhum outro pensador dá-nos, porém, uma idéia da envergadura de seu gênio excepcional. Criador da lógica, autor do primeiro tratado de psicologia científica, primeiro escritor da história da filosofia, patriarca das ciências naturais, metafísico, moralista, político, ele é o verdadeiro fundador da ciência moderna e "ainda hoje está presente com sua linguagem científica não somente às nossas cogitações, senão também à expressão dos sentimentos e das idéias na vida comum e habitual".
Nem por isso podemos deixar de apontar as lacunas do seu sistema. Sua moral, sem obrigação nem sanção, é defeituosa e mais gravemente defeituosa ainda que a teodicéia, sobretudo na parte que trata das relações de Deus com o mundo. O dualismo primitivo e irredutível entre Deus, ato puro, e a matéria, princípio potencial, é, na própria teoria aristotélica, uma verdadeira contradição e deixa subsistir, como enigma insolúvel e inexplicável, a existência dos seres fora de Deus.
Ulisses Silva

Grupos Sociais ©








PERÍODO INTERMEDIÁRIO DA EVOLUÇÃO SOCIETÁRIA ©

LICENCIATURA EM FILOSOFIA

ULISSES SILVA



PERÍODO INTERMEDIÁRIO DA EVOLUÇÃO SOCIETÁRIA
ESTÁGIOS, ASPECTOS: POLÍTICO; RELIGIOSO; CULTURAL; E FATORES INTERVENIENTES DE SOCIEDADES INTERMEDIARIAS



O presente trabalho tem o objetivo de demonstrar as características das sociedades ocidentais e orientais que existiram no estagio arcaico e avançado do período intermediário da evolução das civilizações, e os fatores intervenientes na diferenciação dessas culturas, bem como, situa-la no período e estágio do desenvolvimento. E a finalidade de evidenciar a sequência dessa evolução e a herança cultural que as sociedades atuais possuem, das diversas civilizações arcaicas.
Sua estrutura levou em consideração os aspectos predominantes (religiosos, políticos), que influenciaram na construção sociocultural de cada uma delas, destacando suas características próprias, e apresentando de forma sintética o que foi extraído da compreensão das sociedades intermediarias.



No período intermediário da evolução societária surgiram em varias partes as sociedades arcaicas, sobretudo na China, subcontinente Indiano, sudoeste da Ásia e na America, os astecas, Maias e Incas,
Isso mostra, que os fatores intervenientes nos aspectos social político religioso e cultural podem ser variados, entretanto, a evolução se processa dentro de uma seqüência crescente, passando por todos os períodos e etapas, e ainda, que pode haver formas de interação cultural entre os estágios, por um processo de apropriação ou associação em uma convivência pacifica, por interesse ou vantagens mutuas quando há interação, ou por conquista e subordinação nas interpenetrações. Essa seqüência é atemporal, ou seja, seu desenvolvimento pode acontecer simultaneamente ou não, nos mesmos espaços de tempo, sem que haja uma uniformidade nos resultados dessas ações, outrossim, em todos os períodos da evolução societária, coexistiram desde as sociedades primitivas até as mais evoluídas.
Destacamos no processo evolucionário que as invenções e descobertas são fundamentais no alargamento do poder mental do individuo e na luta contra os obstáculos, possibilitando a ampliação de novas tarefas e o acumulo de experiências, assim como, as instituições domesticas, que abarcam instituições; religiosas; políticas; costumes: vida domestica; linguagem; arquétipo; idéias e sentimentos de paixões e aspirações tem grande influencia nos poderes morais, a construção das sociedades  passas elas.
Salientamos que os progressos nesse período tenham ocorrido em um espaço relativamente pequeno de tempo e em diversas sociedades a partir do Mediterrâneo Oriental (Grécia e Israel) até a índia e china a partir aproximadamente do sec. 500 a.C. em geral todas as sociedades surgidas na sua origem, dependeram de certa formada herança cultural anterior.
As sociedades arcaicas foram as basilares do período intermediário da evolução, diferenciando-se da anterior em vários aspectos, sendo a alfabetização o fator principal dessas mudanças, no primeiro momento como oficio, ou seja, esse aprendizado estava ligado a objetivos administrativos, místicos e clericais, num segundo momento, como característica da classe alta das sociedades intermediarias adiantadas, a alfabetização completa da elite, como instrumento cultural, e sobretudo uma forma de dominação das classes pertencentes à base piramidal. A principal base da economia desse período estava ligada a terra, a arte e os ofícios, a agricultura e o comercio foram predominantemente decisivos para a expansão territorial e cultural.
O padrão social do estagio arcaico era dividido em três classes, o monarca no topo da pirâmide exercia a autoridade política e religiosa; um grupo intermediário responsável pelo funcionamento da sociedade, composto por funcionários do governo ou templos, com atribuições administrativas imbuídos de autoridade e gozando de prestigio social, e os representantes da alta clerezia; por fim o povo, abarcando principalmente os cultivadores do solo, incluídos também artesãos e comerciantes, esses últimos com possibilidades de ascensão à classe intermediaria.
No estagio adiantado as sociedades caracterizam-se por apresentarem uma divisão em classes com base no desenvolvimento cultural, sendo mais acentuada no caso de China com uma linguagem comum e unidade cultural unificada, e Índia, onde essa influência aconteceu muito mais em torno dos laços familiares, que pela cultura de outras sociedades ocidentais, mesmo com as invasões ocorridas na Índia essas influências agiram tardiamente, no império romano há uma superação da concepção de povo predominante na cultura islâmica, nele desenvolvem um sistema societário a partir de um padrão tradicional das cidades gregas e romanas (polis ou urbs), com cidades independentes, a sociedade Islâmica assumiu um papel muito geral e fragmentado, pela diversidade de povos que foram dominados e permaneceram ligados a cultura de origem. Em todas elas notamos uma inversão no papel social, as sociedades adiantadas dependem mais da cultura ao passo em que nas sociedades arcaicas a cultura dependia da sociedade.
Levando em considerando o aspecto político nas comunidades arcaicas, observa-se que os cargos e funções da estrutura administrativa e do sistema religioso eram controlados por linhagens hereditárias: monárquica e ou clerical, em alguns casos incluindo outros grupos pertencentes a classe alta. Nesse período a monarquia predominou como forma de governo estabelecido, sua estrutura política apresentava um mecanismo administrativo complexo, onde o poder do soberano estava ligado diretamente a atributos divinos, e apesar de apresentar independência no comando desse poder, possuíam uma ligação intrínseca e subliminar associação à religião, variando em graus de influencia em cada sociedade.
Notamos que o desenvolvimento encetar do nível intermediário induziu a diferença das características sociais entre o Egito e a Mesopotâmia, nas formas de apresentação dos aspectos político e religioso, cada uma delas ainda utilizando características rudimentares das sociedades primitivas adiantadas. No Egito onde predominou certa analogia entre o faraó e os deuses, se alcançou o mais elevado grau de desenvolvimento de monarquia divina, com sua estrutura hierárquica e burocrática, pouco segmentada. Na Mesopotâmia subentende-se uma estrutura mais segmentaria em comunidades urbanas, contudo sem uma união com a divindade.
Nas intermediaras adiantadas esse controle pertenciam à nobreza. Na China e Índia fundamentaram-se na cultura, com uma rigidez na hierarquia das classes, onde as elites formadas pela combinação dos matizes societárias mais amplas subjugavam uma massa com baixos padrões socioculturais. Na civilização romana, o aspecto político determina as bases da organização social, com imposição de uma ordem normativa. Já nas sociedades islâmicas essas bases foram constituídas através do aspecto religioso, 
A característica cultural das sociedades chinesa e Indiana são frutos do progresso filosófico, atingindo níveis elevados de generalização nos sistemas simbólicos constitutivos, causando um choque dessas novas orientações e as estruturas sociais em que surgiram. Na corte chinesa a participação não estava associada à linhagem, apesar da permanência da estrutura familiar na sociedade, nem a grupos religiosos, havia uma classe de pessoas livres de quem o monarca dependia para serviços administrativos. Diferentemente das sociedades arcaicas onde a legitimação dependia do Faraó e os vários níveis cosmológicos, na sociedade chinesa o imperador impunha um padrão com seu fundamento na realidade, em certo sentido a função era de articulador entre o cósmico e humano. 
A linguagem comum integrava a sociedade, a educação era baseada nos preceitos do confucionismo, tornando o erudito o cidadão da classe alta, o padrão social era definido pelo nível cultural. A harmonia das entidades diferenciadas e cooperação dos opostos, era a forma de organização da sociedade chinesa, sua ordem difusa e particularizada, com uma dicotomia entre o escalão superior e inferior onde cada um tinha o seu lugar devido, adequado e indicado na sociedade. A maneira existente para a passagem de uma classe a outra mais elevada, se dava através de acumulo de terras e propriedades ou pelo processo de educação os chamados eruditos.
As limitações na constituição de preceitos legais do direito chinês, a saber racionalização substantiva e temas particulares; a estrutura econômica insuficiente para dar suporte a grandiosidade e diversidade do mercado; e a manutenção da estrutura de poder dos grupos econômicos familiares, impediram a evolução da sociedade chinesa.
A estrutura social precede o desenvolvimento cultural indiano, superando o chinês, com a separação do sistema de crenças da estrutura social, mantendo a dicotomia das classes dominantes e subordinadas, a civilização conviveu com uma sociedade arcaica ao noroeste da Índia, as influencias culturais grega romana decorreram com as infiltrações arianas ao norte, com eles chegaram uma nova língua e a religião centralizada nos deuses védicos, nesse período os descendentes dos “invasores” construíram uma classe superior contrastando com a classe inferior formada pelos nativos indígenas “dravidas”.
Paralelamente ao novo sistema religioso surge uma divisão de classes: brâmanes, classe sacerdotal; xátrias, nobreza militar; vaicias, proprietários rurais e comerciantes, constituindo em conjunto os “duas vezes nascidos”, ou classe superior, e os sudras puros e impuros, cultivadores de solo e empregados de funções inferiores; por fim os intocáveis que eram os excluidos.
A unidade político/administrativas eram as varnas, porem a unidade efetiva tinham como base as castas ou subcastas, onde a dualidade da legitimização religiosa entra as classes nunca foram superadas A sociedade indiana conviveu ao mesmo tempo com diversas religiões: Bramanismo Hinduísmo, que se basearam na liturgia védica, e o Budismo, posteriormente a Ghandi. O conceito filosófico existencial que elas apresentavam, estavam fundados na causação moral, transferindo para o individuo a responsabilidade pelas ações e situações a que estavam expostos, sendo assim, a condição de inferioridade estava institucionalizada, justificando de certa maneira as diferenças sociais, então, a luta era para ultrapassar essa condição que somente mudaria com uma nova encarnação.
A sociedade Romana era composta por classes com o núcleo nas cidades-estado e dirigida por um patriarca mais velho, todas ligadas e dependentes do poder central, com uma democracia que dava mais status a cidadania, que a divisão por posição social predominante nas civilizações da época, apesar de não assegurar a todas as pessoas a participação nos processos políticos e administrativos, possuíam um sistema político complexo, o sistema legal acompanhou esse de forma paralela o desenvolvimento político, sobretudo no estabelecimento de poderes aos chefes de famílias dirigentes das cidades estados.
A vasta extensão do território romano, e seu longo período de domínio imperial, leva em consideração a sua organização militar, mas sobretudo os princípios filosóficos da lei da natureza que forneceu as bases para o sistema legal institucionalizado. Sua unidade era político militar e legal, não abrangia a cultural, a falta de capacidade para desenvolver um sistema religioso dinâmico que assegurasse o fortalecimento e legitimação da comunidade societária, o afrouxamento das fronteiras, e sua economia baseada na mão de obra escravagista, por fim, pela necessidade de preencher a lacuna cultural adota o cristianismo como religião oficial, talvez tenham sido os fatores decisivos para o fim do império romano.
O Islã foi um produto das tradições semíticas cristãs, e uma derivação das tradições culturais de Israel. Por não possuir uma abrangência territorial, nem um grupo religioso unido, e mais ainda, por terem perdido a identidade étnica durante sua expansão, e ao estabelecer uma flexibilidade circunstancial em seus preceitos normativos, acabam por criar uma miscelânea de orientações político-religiosa, dificultando a manutenção de uma sociedade unida. As duas sociedades possuíam uma concepção ampla de penetração social dentro de um sistema de casta mesmo cada apresentando peculiaridades nos critérios de inserção nos grupos sociais.
As sociedades adiantadas criaram organizações políticas independentes, integraram grandes populações e grandes territórios, mas nem todos tiveram o mesmo êxito na manutenção dessas estruturas com estabilidade e independência.
No aspecto religioso as civilizações arcaicas desenvolveram um sistema cultural cosmológico, utilizado como mecanismo de controle administrativo, tornando-se a base constitutiva dessas sociedades, A sua composição esta fundamentada em comunidades locais rompendo com a estrutura religiosa familiar. Nessa ocasião predominava as religiões politeístas, apesar de o monoteísmo ter surgido por algum tempo.
Já nas civilizações adiantadas esses aspetos desenvolvem-se de forma variada em cada sociedade, destacamos a china com o confucionismo, onde apresenta um caráter que se aproxima mais das religiões arcaicas de que das religiões históricas próprias do estagio intermediário avançado, a característica da religiosidade védica Indiana, centralizava-se no politeísmo e culto de sacrifícios, acreditavam na mortalidade da alma e reencarnação, tinham uma influencia na divisão de classes. o cristianismo adotado tardiamente em Roma muito mais pelo movimento de agregação cultural que pela profissão de fé religiosa, e a dualidade existente no Islamismo que por um lado havia um impulso para unificar politicamente os seguidores por outro as massas islâmicas permaneciam atreladas às suas respectivas sociedades agrárias ou nômades.




ANEXO

ORGANOGRAMA DOS PERIODOS DO DESENVOLVIMENTO SOCIETARIO DESTACANDO O ESTAGIO INTERMEDIARIO






REFERÊNCIAS


PARSONS, TAlcott. SOCIEDADES: perspectivas evolutivas e comportamento. São Paulo: Pioneira, 1988.